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Vivemos em uma época em que o consumo é mais simples do que nunca: crédito instantâneo, criptomoedas, bancos online e muitos "compre com um dique" espalhados por todas as grandes lojas da internet.

 

Ao mesmo tempo, educadores, economistas e outros especialistas em finanças afirmam que a mesada, uma ferramenta tão antiga, ainda é uma ótima maneira de ensinar crianças de todas as idades a construir um senso de responsabilidade e confiança quando se trata de dinheiro.

 

Se você está pensando em oferecer mesada para seus filhos, veja alguns princípios básicos para fazer disso um aprendizado e mostrar às crianças como o dinheiro faz o mundo girar:

 

1. TENHA UM PLANO EM MENTE

 

Quando se trata de oferecer mesada, ter um plano em mente antes mesmo de falar com seu filho é fundamental.

 

Primeiro, defina os aspectos mais básicos: por que você está dando essa mesada? Qual será o valor? Com que frequência ele vai receber? Ele precisa fazer algo para merecê-la, como tirar boas notas ou fazer algumas tarefas domésticas?

 

Além disso, pense em onde seu filho vai poder gastar esse dinheiro - e o que ele não pode comprar, de jeito nenhum. Ele fica responsável pelos lanches da escola? Ele pode comprar qualquer jogo de videogame?

 

Tenha isso tudo muito claro antes de falar com seu filho, porque ele com certeza terá essas perguntas em mente.

 

2. DEIXE TUDO CLARO E GARANTIDO

 

Depois de pensar em todos os detalhes, chame seu filho para uma conversa e explique todo o plano para ele - seus motivos, as regras, etc. Você pode escrevê-Ias e fazer um contrato, se preferir. Deixe-o em um lugar acessível para todos, como a porta da geladeira.

 

Quanto mais claras forem as regras, menos problemas você terá no futuro.

 

3. USE A MESADA COMO FERRAMENTA DE ENSINO

 

A autora do livro Children and Money (Crianças e Dinheiro), Grace W. Weinstein, afirma que a mesada "é a melhor ferramenta de aprendizado. As crianças precisam lidar com ela e cometer seus próprios erros". 

 

Use a mesada para ensinar seu filho não apenas como lidar com o dinheiro, mas também a desenvolver habilidades que serão importantes na vida adulta: organização, responsabilidades, planejamento, independência, etc.

 

4. ENSINE O QUE ELE PODE FAZER COM O DINHEIRO

 

Uma das ideias mais aprovadas por economistas e educadores. quando se trata de mesada, é incentivar seu filho a não gastar todo o dinheiro que ganha: uma parte deve ser guardada e. outra. deve ser compartilhada.

 

Ou seja. parte do dinheiro é economizado - talvez, para uma compra maior no futuro: outra parte é doada de alguma maneira - para uma instituição de caridade. por exemplo; e a terceira parte é a que ele pode usar para suas compras normais. Uma lição que serve para a vida toda!

 

5. DEFINA A IMPORTÂNCIA DAS TAREFAS

 

Essa é uma controvérsia que persiste por gerações: é preciso relacionar a mesada às tarefas de casa, como arrumar o quarto ou lavar a louça? Os especialistas se dividem, porque sempre surgem problemas quando as crianças não fazem as tarefas - o que acontece mais cedo ou mais tarde.

 

Se você decidir reter a mesada nesses casos, elas entenderão o castigo, mas todas as lições de economia, planejamento e doação serão perdidas.

 

Além disso, é inevitável que seu filho comece a negociar todas as tarefas com você. Se ele não precisar da mesada por uma semana, tudo bem deixar as tarefas de lado? E se ele começar a perguntar quanto dinheiro vai receber toda vez que você pedir um favor?

 

Por isso. muitos especialistas acreditam que é mais vantajoso e menos complicado fazer da mesada um benefício por fazer parte da família, e lidar com as tarefas domésticas à parte.

 

6. CUMPRA O QUE FOI PROMETIDO

 

Essa é a uma opinião unânime: se você prometeu dar a mesada de qualquer modo, não a suspenda como forma de punição por notas baixas ou mau comportamento, não importa o quanto isso seja tentador.

 

O acordo entre vocês deve ser baseado em confiança, comunicação e cooperação. Usar a mesada como ferramenta disciplinar quando esse não é um dos seus objetivos só vai parecer uma maldade arbitrária aos olhos do seu filho. Encontre outra maneira de lidar com a situação e continue cumprindo o seu acordo.

 

7. NÃO NEGUE SUAS DÍVIDAS

 

Um dos aspectos mais importantes da mesada para o aprendizado é a consistência: ela deve vir sempre quando for combinado, na quantia certa. Torne a mesada uma prioridade, pagando sempre a quantia combinada, para gerar mais confiança, incentivar o planejamento e evitar barganhas.

 

Para fazer isso, desenvolva um hábito: na primeira conversa, estabeleça um dia da semana para dar o dinheiro a ele - depois da escola, na sexta-feira, domingo à noite, etc. Entregue o dinheiro sem drama e sem problemas. Essa atitude positiva vai mostrar confiança e incentivar um bom comportamento.

 

8. ADEQUE A MESADA À IDADE

 

Alguns educadores infantis e psicólogos alegam que crianças de 3 ou 4 anos já podem se beneficiar de uma mesada - desde que ela seja adequada para a idade delas.Outros, no entanto, dizem que acriança deve ter pelo menos 8 anos. Isso vai depender da personalidade do seu filho.

 

O Liberty Financial Young Investor Parent's Guide (Guia para Pais sobre a Liberdade Financeira do Jovem Investidor) mostra estudos que apontam que crianças de até 3 anos estão prontas para aprender sobre dinheiro e sobre como as coisas são compradas e vendidas. Aos 5 anos, elas já podem aprender a economizar.

 

Ou seja, quando seu filho manifestar interesse em dinheiro, você já pode começar a introduzir a ideia da mesada. Comece aos poucos, com quantias adequadas, e vá mudando à medida em que ele fica mais velho e mais independente.

 

9. DIGA NÃO AO CARTÃO

 

Com tantas opções de lojas online, como a Amazon e o Submarino, é muito tentador deixar seu filho, especialmente se ele não for mais uma criança pequena, ter acesso a um cartão de débito ou crédito para fazer transações previamente aprovadas pelos pais.

 

Mas essa é outra unanimidade entre consultores financeiros: mantenha a mesada só em dinheiro em espécie. Mesmo que seja mais trabalhoso insistir que seus filhos peçam para você fazer todas as transações online, é muito mais fácil controlar as despesas eletrônicas assim.

 

Além disso, você não quer que seu filho se acostume com a ideia de que é fácil gastar dinheiro - é só uma questão de apertar alguns botões. Depois de fazer a transação online, peça para que ele o pague de volta com o dinheiro da mesada.

 

10. AUMENTE AS LIÇÕES COM O TEMPO

 

A mesada é só o começo. Quando seu filho estiver na adolescência, é possível abrir uma conta bancária para ele com você como responsável e, a partir daí, estender suas lições sobre finanças.

 

Conceitos como investimentos, cheques, juros, orçamento e outros podem começar a ser inseridos na rotina dele. E essas ideias vão parecer bem mais simples se ele já tiver convivido com os ensinamentos e os benefícios da mesada.

 

Fonte: HEMOCORD MAGAZINE | 2018-2019

Em um mundo repleto de tecnologia por todos os lados, a pergunta que não quer calar é: toda essa tecnologia está mudando a vida das crianças para melhor ou pior? Como seu filho pode aproveitar a tecnologia sem cair em suas armadilhas? Veja algumas dicas de como lidar com a questão da tecnoloqia até a adolescência

 

CRIANÇAS: SUPERVISÃO CONSTANTE

 

Não existe uma idade ideal para dar um celular, computador ou tablet ao seu filho. Isso vai depender dos seus objetivos e dos valores da sua família. Mas se você permitir o acesso à tecnologia mais cedo, é importante ter regras pré-estabelecidas de uso destes recursos pelas crianças.

 

Use o controle que as próprias operadoras oferecem ou softwares de controle parenta I para limitar as horas de uso, ficar de olho em possíveis praticantes de cyberbullying e limitar os aplicativos aos quais seu filho tem acesso. Ensine em quais sites ele pode ou não mexer.

 

Quanto à televisão, videogame e jogos de computador, uma boa dica é deixar esses dispositivos na sala de estar, onde todos possam ver o que a criança está assistindo e jogando - e, quem sabe, assistir e jogar junto.

 

PRÉ-ADOLESCENTES: A VIDA LONGE DA TELA

 

Os pais devem entender que as coisas não mudaram muito por causa da tecnologia: na pré-adolescência, as pessoas continuam querendo se encaixar em grupos. O caso é que, agora, a popularidade depende de likes e comentários nas redes sociais.

 

Em uma idade em que apenas proibições param de funcionar, porque eles aprendem a burlar sistemas de controle muito rápido, é importante que os pais orientem seus filhos sobre os perigos que podem surgir nas redes - desde assediadores até problemas de autoestima e insegurança.

 

Participar das redes sociais com seus filhos é uma boa iniciativa. Mas também é importante lembrá-los do mundo lá fora. E a melhor forma de fazer isso é estabelecer um dia, ou algumas horas, sem computadores, celulares ou dispositivos. Não só para o pré-adolescente: para toda a família!

 

Aproveitem para praticar um esporte, criar algo manualmente ou curtir um dia ao ar livre.

 

ADOLESCENTES: A IMPORTÂNCIA DA HORA DE DORMIR

 

Quando falamos de adolescentes, o maior problema é o uso excessivo de celular, tablets e computadores, reduzindo inclusive a quantidade e a qualidade do sono. E isso afeta diversos outros fatores, como a capacidade de concentração, o humor, o rendimento escolar e a memória.

 

A melhor dica é explicar as consequências disso tudo para o adolescente e ensinar pelo exemplo: se ele tem um toque de recolher para o uso da internet, você também deve ter. Que tal desligar o Wi-Fi de casa todos os dias em um determinado horário? Ou ter um lugar específico na sala para deixar os celulares antes de ir dormir?

 

A tecnologia pode ser de grande ajuda para crianças, pré-adolescentes e adolescentes. Ela serve tanto como instrumento de pesquisa e aprendizado quanto como meio de comunicação. O importante é que os pais saibam controlar seu uso e ensinar os filhos a navegar por suas páginas com segurança.

 

Fonte: HEMOCORD MAGAZINE | 2018-2019

 

A doença causada pelo uso de cigarros eletrônicos, que já registrou 2.291 casos nos Estados Unidos, com 52 mortes em cinco meses, começa a ser identificada no Brasil. Embora até agora só existam três casos confirmados no país, acredita-se que haja subnotificação da doença, por falta de conhecimento específico para diagnosticar as ocorrências. Há grande preocupação na saúde, pois apesar de proibida a venda dos dispositivos, eles são encontrados com facilidade e seu uso tem sido disseminado principalmente entre jovens, graças às estratégias agressivas da indústria com a promoção dos novos produtos, como os cigarros eletrônicos, tabaco aquecido e vaporizadores, sempre difundindo um pressuposto: o do risco reduzido.

 

"Não existe risco reduzido quando o assunto é tabagismo", alertou Alberto Araújo, presidente da Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB, em um recente evento da revista Época, com o tema "Novos produtos do tabaco - existe alternativa segura de redução de danos à saúde?". Representantes da indústria tabagista, que patrocinava o evento, não conseguiram combater os argumentos levantados por Alberto, que é médico pneumologista do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo - NETT -IDT/UFRJ e membro da Comissão de Drogas Lícitas & Ilícitas do CFM. Lincoln Ferreira, presidente da AMB, lembra que "a postura da AMB é de ocupar esses espaços de discussão para poder promover o contraditório em relação ao que a indústria tem divulgado para a sedução de novos consumidores".

 

Com o intuito de esclarecer os médicos, profissionais de saúde e o público em geral, a Comissão de Tabagismo da AMB elaborou um documento com Perguntas & Respostas sobre os riscos advindos do uso dos dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos e produtos para vaporização). O fact sheet será o primeiro de uma série que os membros da Comissão irão elaborar sobre os riscos do consumo dos diversos tipos de tabaco. Essa iniciativa conta também com a parceria da Fundação do Câncer e da Aliança de Controle do Tabagismo e Promoção da Saúde.

 

"Cigarro eletrônico nada mais é que uma nova versão do cigarro antigo com a tecnologia incorporada, mas com a intenção de vender a mesma droga: a nicotina, que é altamente viciante. Consumida via os novos dispositivos, o impacto na saúde é ainda mais intenso do que via os cigarros tradicionais. Ao inovar para atrair o público jovem, a indústria tabagista aumenta as chances de este público se tornar fumante de cigarros tradicionais quando adulto", complementou Araújo.

 

A proibição da comercialização de cigarros eletrônicos pela Anvisa, há dez anos, evitou o consumo do produto, e não existe comprovação de que possam auxiliar no tratamento do tabagismo, um dos argumentos utilizados pelos fabricantes. "Não há nenhum sentido usar o próprio cigarro para combater outro tipo de cigarro. Os dispositivos eletrônicos representam alto risco, especialmente para crianças, adolescentes e adultos jovens", enfatizou Alberto.

 

Essa nova ofensiva de marketing e vendas da indústria tabagista, se tiver êxito, colocará em risco as conquistas expressivas no combate ao fumo no Brasil, onde o número de fumantes caiu 40% nos últimos 12 anos, conforme pesquisa Vigitel-Brasil 2018. "É necessário esclarecer a população sobre os malefícios à saúde causados por todos os tipos de tabaco, em especial as novas modalidades oferecidas pela indústria que, de forma enganosa e sem base científica, divulgam como sendo de 'risco reduzido'", afirma Diogo Sampaio, vice-presidente da AMB.

 

Uma das estratégias educativas da Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB é manter um diálogo amplo com a mídia. Lincoln Ferreira, presidente da entidade, destaca que a prevenção do tabagismo é multifatorial e precisa ter ecos na sociedade, nas escolas e, principalmente, em casa, entre as famílias: "A indústria do tabaco continua empregando várias estratégias com o intuito de captar novos usuários, principalmente adolescentes. Cigarros com sabor e cigarros eletrônicos são exemplos disso. Portanto, além de reforçar os cuidados em saúde para aqueles que já são dependentes, ações que incentivam a largar o vício são imprescindíveis para mudar essa realidade no país", afirma.

 

Para frear o avanço no Brasil de dispositivos eletrônicos para consumo de nicotina, a AMB também tem estado presente em diálogos com os órgãos regulamentadores. Em agosto, Stella Martins participou de duas audiências com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para falar sobre a comercialização dos e-cigarros no país. Nos encontros, Stella pontuou os riscos que o uso dos dispositivos traz para a saúde dos usuários, além de reforçar o impacto negativo que a liberação da comercialização de e-cigarro traria para o combate ao tabagismo no Brasil.

 

GRAU DE DEPENDÊNCIA NUNCA VISTO ANTES

 

Nas entrevistas à imprensa, Stella Martins, integrante da Comissão da AMB, busca sempre destacar os malefícios do uso desses dispositivos, que são anunciados como "ferramentas" para ajudar a largar o cigarro convencional. "Este mercado possui um único propósito que é incentivar adultos a manterem o vício e milhões de jovens a se tornarem tabagistas num grau de dependência nunca visto antes pelos médicos, segundo relato de pacientes e familiares. Temos que encorajar os usuários a largar o vício, e não a trocar seis por meia dúzia", alerta Stella.

 

40 ANOS DE LUTA CONTRA O TABAGISMO

 

O oncologista Antônio Pedro Mirra é um exemplo de dedicação no combate ao tabagismo. Por isso, ele foi ~ homenageado pela Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB, que fundou há 40 anos e presidiu até 2018. Mirra foi um dos pioneiros nessa luta e responsável, em 1979, pelo lançamento do Programa Nacional contra o Fumo da AMB, que foi modelo para o Ministério da Saúde, em 1985, estruturar o programa nacional. Ele encabeçou diversas estratégias visando um mundo livre de tabaco, cigarros eletrônicos e vaporizadores. O presidente da AMB, Lincoln Ferreira, destaca que "são profissionais como Mirra que, com sua inestimável contribuição, fizeram do programa de controle do tabagismo do Brasil um dos mais avançados do mundo, resultado de um trabalho sério nas áreas de controle, prevenção, diagnóstico e tratamento do tabagismo".

 

COMBATE AO TABAGISMO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO

 

Agosto foi um mês marcante para a Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB, que completou 40 anos de contribuições para o desenvolvimento de iniciativas antitabagistas no Brasil. Os maiores desafios da atualidade são os dispositivos eletrônicos para fumar, que causam dependência e representam alto risco para a saúde.

 

Fonte: Jornal da AMB | DEZ 2019 

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