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Julho Violeta e Agosto Verde foram debate em diferentes áreas da medicina

 

A saúde mental e a segurança do trabalho foram abordadas durante encontro alusivo ao Julho Violeta, que faz parte da campanha institucional "Saúde Preventiva: Pratique essa ideia!", promovida pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS). O evento ocorreu no dia 13 de julho, no Centro de Eventos da entidade. Os problemas emocionais interferem na vida profissional das pessoas. Porém, na maioria dos casos, os funcionários não conversam abertamente sobre o tema e procuram esconder os sintomas para evitar preconceitos por parte dos colegas. A atitude, de acordo com o psicanalista [arques José Zimmermann, é prejudicial ao trabalhador e pode agravar a situação.

 

- Um forte impeditivo para esses funcionários que estão com problemas mostrarem a sua situação é o preconceito. Os gerentes também não estão preparados para administrar colaboradores o que acaba criando um círculo vicioso, porque o funcionário não conta que está doente e também não procura ajuda para achar uma solução. A depressão é muito comum - explicou Zimmermann, que também é membro pleno da International Psychoanalytical Association (IPA), e mestre e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas.

 

Quem também falou sobre como os problemas emocionais devem ser tratados nas empresas foi o engenheiro de segurança, consultor de empresas e professor do curso de Engenharia de Segurança na Ulbra e na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Jair Carlos Teixeira.

 

- Os empresários estão se preocupando com as emoções e como o desequilíbrio delas afeta a rotina organizacional. Os gestores devem falar sobre esses assuntos com os funcionários, além de ministrar palestras em função desses fatores - destacou Teixeira.

 

No dia 10 de agosto, a discussão voltou-se para a importância do diagnóstico pré-natal para o rastreio de possíveis patologias maternas e do feto, e o combate ao tabagismo. As atividades fizeram parte do Agosto Verde. O ginecologista e diretor de Comunicação da AMRIGS, Jorge Telles, apresentou o projeto "Geração Bebê - promovendo a saúde materna e infantil", e destacou os benefícios que o acompanhamento da gestação pode trazer tanto para a mãe quanto para o bebê.

 

- No momento em que se diagnostica a malformação do bebê ou alguma alteração que pode implicar em risco no parto, deve-se direcionar o atendimento para a complexidade do caso. Para isso, existem três tipos de exames de rastreio, que realizamos no início de cada trimestre da gravidez. Cada um deles tem um objetivo específico conforme o desenvolvimento do bebê - explicou Telles.

 

A cada cem gestações no Brasil, de sete a dez terão parto antes de 37 semanas, considerados prematuros. Além disso, de 10% a 15% terminarão em aborto, metade deles por algum defeito genético.

 

Quem também participou do evento foi o mentor do projeto Fumo Zero e médico associado da AMRIGS, Luiz Carlos Correa da Silva, responsável por abordar o combate ao tabagismo.

 

- Existem tratamentos que podem ser usados para parar de fumar, mas o principal incentivo é a motivação e a força de vontade dos fumantes. Hoje já existe no nosso país um razoável controle do tabagismo através de políticas públicas e tratamentos muito eficazes. Isso possibilitou que tivéssemos queda de 35% para 11%de pessoas adultas fumantes nas últimas três décadas. Apesar de toda conquista, ainda são vinte milhões no Brasil - afirmou Silva. No entanto, de acordo com o especialista, muitos jovens estão iniciando o vício, apesar de toda informação.

 

A programação, até o final de 2017, conta com os seguintes temas: Setembro Amarelo, alertando para os casos de suicídio, além de alcoolismo e crack: Outubro Rosa, sobre o câncer de mama e cirurgia reparadora; Novembro Azul, promovendo debates sobre o câncer de próstata e de pele e Dezembro Laranja, com nova edição da temática do suicídio.

 

Fonte: Jornal AMRIGS

Evento contou com palestras e discussão sobre iniciativas propostas por instituições de ensino e por estudantes

 

Preocupadas com os altos níveis de estresse e ansiedade entre os acadêmicos de medicina no estado, os integrantes do Departamento Universitário (OU) da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) promoveram no início de setembro um evento para debater a questão.

 

- Este assunto é quase um tabu na nossa formação. Por isso, queremos criar as primeiras diretrizes para que as faculdades possam seguir e combater estas situações e para que os centros acadêmicos também tomem algumas iniciativas, como a criação de um grupo de apoio - destaca o presidente do OU, Antônio Ley.

 

Na ocasião, dois psiquiatras palestraram para o público formado por integrantes de diretórios acadêmicos, coordenadores dos cursos de medicina do estado e pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS).

 

O professor de psiquiatria da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Carlos Gomes Ritter, abordou os fatores estressantes na faculdade de medicina.

 

- Se o estudante não estiver na plenitude do seu estado mental, vai ter dificuldades de estratégia, memória e talvez não vá conseguir consolidar o conhecimento e aplicá-Ia - explica Ritter. Já o presidente da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Flávio Shansis, falou sobre o comportamento suicida em estudantes de medicina.

 

- Cabe, fundamentalmente, às faculdades se prepararem para terem formas de ensino e metodologias menos cansativas e mais conectadas aos jovens, além de estarem atentas às necessidades deles e oferecer apoio médico, psico-- terápico e psiquiátrico - reforça Shansis.

 

No encontro, ocorreu também uma mesa redonda onde as faculdades relataram o que têm feito a respeito deste cenário. O momento foi mediado pelo vice-presidente e diretor científico da AMRIGS, Jair Escobar, que destacou a importância da discussão na busca de soluções para a formação dos futuros médicos.

 

De acordo com Antônio, o objetivo é repetir o encontro no próximo ano para que possam avaliar o que avançou a partir das discussões realizadas.

 

Fonte: Jornal AMRIGS

Alterações resultantes da doença afetam o rendimento em tarefas motoras e cognitivas e têm importante impacto funcional nas atividades diárias

 

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, para a qual contribui uma predisposição genética associada a fatores ambientais ainda desconhecidos. É uma doença crônica, inflamatória e degenerativa do sistema nervoso central. A faixa etária de maior incidência é a de 15 a 50 anos, mas também existem pacientes pediátricos.

 

- Desde as descrições e definições de Charcot em 1860, Schumacher em 1965, e do surgimento da primeira medicação específica para tratamento em 1993, não havíamos sido tão desafiados por inovações na esclerose múltipla (EM). Nossos objetivos básicos no manejo da EM, desde sempre, são manter os pacientes livres de recorrências e sem progressão da doença. Para tal, dispomos de vários recursos - relata a neurologista, associada da AMRIGS, Maria Cecília de Vecino.

 

O diagnóstico, cada vez mais precoce, decorrente da maior difusão da doença no próprio meio médico, tem sido um fator decisivo para modificar o curso clínico de vários pacientes. De acordo com a especialista, a educação médica continuada em esclerose múltipla deve ser um esforço contínuo, pois os pacientes podem ter dificuldade para caracterizar os sintomas e o médico para interpretá- -los, O erro no diagnóstico, por falta de critérios, pode chegar a 5% dos casos inicialmente suspeitos de esclerose múltipla. Além disso, a chamada "doença das mil faces" pode se apresentar de formas atípicas, nos desafiando continuamente.

 

Atualmente, apoiados por critérios clínicos e radiológicos mais claramente definidos e acessíveis, os médicos ganham tempo e melhoram a capacidade de intervenção das pessoas. A maioria dos pacientes é diagnosticada no primeiro sintoma, a chamada síndrome clínica isolada (CIS). Os avanços da ressonância magnética e o uso de técnicas demonstram clara e rapidamente as lesões da esclerose múltipla.

 

- Temos um arsenal crescente de terapias efetivas contra a patologia inflamatória, embora ainda não seja possível controlar efetivamente os processos neurodegenerativos da EM e evitar a incapacitação tardia - afirma.

 

Para as novas formas de tratamento, é fundamental saber que não bastam bons medicamentos. É importante conhecer o manejo adequado dos benefícios e os riscos inerentes. Naturalmente, como nas patologias de difícil manejo, deve-se ficar atento e orientar de modo claro quanto aos novos tratamentos terapêuticos não consolidados e potencialmente perigosos, que são propostos como "inovadores", "naturais" ou "revolucionários".

 

- Revolucionário deve ser um paciente tratado com rigoroso cuidado e conhecimento embasado em estudos clínicos adequados e evidências epidemiológicas. Medimos a evolução através das taxas de surtos, da sua gravidade, do grau de recuperação, da presença ou não de sinais de progressão e pelos achados na ressonância. Mas devemos lembrar que, especialmente nas fases progressivas, a piora pode vir mais dissociada de alterações visíveis na clínica e na EM - salienta.

 

A esclerose múltipla impacta o bem-estar físico diretamente, o mental de diversas formas, e o social de maneira particularmente perversa pois, ao afetar pacientes jovens, compromete pessoas em fases produtivas, do ponto de vista econômico, de realizações pessoais e profissionais. Estudos mostram que 69% dos pacientes têm alterações em seus padrões de emprego e formação já nos primeiros quatro anos após o diagnóstico.

 

Alterações resultantes da doença afetam o rendimento em tarefas motoras e cognitivas e têm importante impacto funcional nas atividades diárias. Até 31% dos pacientes limitam a vida social já nos primeiros anos. O custo social pode ser até sete vezes superior ao custo sanitário, o que pode aumentar significativamente quando ocorrem surtos, ou quando a doença é mais severa e resulta na baixa produtividade ou afastamento completo das atividades laborais.

 

Portanto, é preciso conhecer cada vez mais a esclerose múltipla, saber tratar os pacientes da forma correta e efetiva, e desenvolver estratégias para fazer frente aos impactos que ela causa de modo precoce e a longo prazo.

 

Possíveis sintomas:

 

  • Dores locais: nos olhos
  • Dores circunstanciais: com o movimento dos olhos ou nas costas ao acenar com a cabeça
  • Nos músculos: fraqueza muscular, incapacidade de mudar rapidamente os movimentos, músculos rígidos, problemas de coordenação, rigidez muscular, espasmos musculares ou reflexos hiperativos
  • No corpo: fadiga, falta de equilíbrio, fraqueza, intolerância ao calor, tontura ou vertigem
  • No trato urinário: desejo persistente de urinar, incontinência uriná ria, micção excessiva durante a noite ou retenção urinária
  • Sensorial: formigamento e queimação desconfortável ou redução na sensação de tato
  • Na visão: perda de visão, visão dupla ou visão embaçada
  • No sexo: disfunção erétil ou disfunção sexual
  • No humor: ansiedade ou mudanças de humor
  • Na fala: fala arrastada ou dificuldade na fala
  • Também é comum: andar mancando, constipação, dificuldade em engolir, dificuldade em pensar e compreender, dor de cabeça, dormência na língua, dormência no rosto, movimento rápido involuntário dos olhos, privação de sono ou tremor durante movimentos precisos.

 

Fonte: Jornal AMRIGS

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