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Vereador da capital encaminha projetos para conscientizar população em relação a duas doenças cada vez mais comuns: câncer de colo uterino e Parkinson

 

O câncer de colo de útero é uma doença que não deveria existir. Ele pode ser prevenido e evitado com a realização do teste de Papanicolau. Isto porque a lesão demora três anos para se transformar em câncer e, se diagnosticado neste período, tem 100% de cura. Então, por que a doença é a segunda que mais mata mulheres no País? Simples, porque o exame não é feito com regularidade. Este contexto mobilizou uma pesquisa realizada no bairro Restinga, na capital, com 600 mulheres. O levantamento descobriu as duas principais causas do preventivo não ser realizado são incômodo durante o exame ou porque o posto de saúde não oferece o procedimento. 

 

Para reverter esta situação, o vereador porto-alegrense Humberto Ciulla Goulart (PTB), conhecido como Dr. Goulart, encaminhou um projeto de lei para criar uma campanha com o objetivo de informar a população feminina sobre a necessidade premente de efetuar, anualmente, o exame preventivo. A campanha consistirá na distribuição de folhetos informativos e na realização de palestras educativas sobre a prevenção da doença e de seminários para discussão de estratégias que possibilitem a erradicação gradativa desse grande problema de saúde pública em Porto Alegre.

 

Também precisa ser investigado porque os postos de saúde não oferecem o exame que é pago pelo governo federal sem limite, ou seja, conforme a demanda exige. Outra preocupação do vereador, que também é ginecologista, obstetra e mastologista, é com a precocidade da primeira relação. O levantamento confirmou que muitas meninas iniciam a vida sexual aos 12 anos e sem preservativo, o que é uma porta aberta para doenças como sífilis e AIDS, que vêm crescendo em Porto Alegre.

 

Parkinson Um segundo projeto busca conscientizar sobre o mal de Parkinson. Degenerativa e incurável, a doença acomete homens e mulheres de todas as idades. 

 

A Semana Municipal de Conscientização sobre a Doença de Parkinson pretende incentivar a realização de eventos com a participação de portadores, familiares, cuidadores e médicos especializados na doença, proporcionando a troca de experiências e de informações. O propósito é promover campanhas educativas, visando à conscientização e à divulgação da importância do diagnóstico e do tratamento, além de abordar os diversos problemas vividos por seus portadores. É fundamental conscientizar médicos para o diagnóstico precoce, que é difícil no primeiro momento, e a população para o tratamento, o qual melhora a qualidade de vida. Outro ponto de destaque é a criação de grupos de apoio para os doentes e familiares, pois a depressão é comum neste grupo.

 

Fonte: VOX Médica | Setembro 2016

Nova pesquisa indica ainda mais riscos a bebês em parto domiciliar quando a gestante passou por uma cesária anteriormente

 

Estudo realizado por pesquisadores do Weill Cornell Medical Center, de Nova York, indica ainda mais riscos para o parto domiciliar. 

 

Se dar à luz em casa já aumenta em 10,5 vezes a chance do recém-nascido apresentar Apgar zero no quinto minuto (nota dada ao bebê, que vai de zero a 10), quando a mãe já tiver passado por uma cesariana anteriormente, o risco se amplia em mais dez vezes. Foram avaliados partos residenciais planejados, com a presença de doulas e parteiras, e o que se registrou foi o aumento de convulsões e disfunções neurológicas nos bebês, como encefalopatia hipóxico-isquêmica. Essas complicações com parturientes que já passaram por cesariana ocorrem em 0,93 por 10 mil casos em hospitais. Já em casa, sobem para 1,92/10 mil.

 

Fonte: VOX Médica | Setembro 2016

 

 

A imagem do idoso que fi ca em casa, de pijama, sentado no sofá em contagem regressiva é, definitivamente, coisa do passado. A crescente população com 60 anos ou mais, atualmente, é ativa, conectada nas redes sociais, interage, pratica atividades físicas, é informada, opina, passeia, se diverte, tem grupos de amigos, consome e produz. Enfim, ocupa espaço cada vez maior na sociedade, como importante segmento de mercado, e se dedica a buscar – e praticar – qualidade no envelhecimento.

 

A cada ano, cerca de 650 mil brasileiros chegam aos 60 anos. Para a Organização Mundial da Saúde, é aí que começa a terceira idade, quando, oficialmente, podem ser chamados de idosos. No Brasil, são quase 26 milhões, segundo o IBGE. Os estados com as maiores proporções de idosos são o Rio de Janeiro (17,4% da população) e o Rio Grande do Sul (17,3%).

 

Se, oficialmente, ganham a denominação de “idosos”, por outro lado, hoje, adotam um estilo de vida praticamente impensável há três ou quatro décadas. Preocupados com a saúde e com a qualidade de vida no processo de envelhecimento, tentam chegar o mais longe possível, beneficiando-se dos avanços da medicina, da amplitude da informação, e, principalmente, de suas próprias decisões em adotar um estilo de viver mais ativo, participativo e interativo com o mundo ao redor e a vida contemporânea.

 

Aos 81 anos, Marjorie Pirassinunga levanta cedo, vai para a academia e faz musculação e alongamento. Ainda antes do almoço, dá uma olhada no Facebook e nos e-mails, depois é hora das tarefas da casa, ver o extrato do banco e pagar contas. Durante a tarde, não dispensa um bom livro e as palavras cruzadas, que faz desde jovem, um hábito de décadas. Acompanhou a Olimpíada de perto e agora se prepara para escolher o prefeito da cidade, sempre atualizada pelo noticiário. No verão passado, viajou a Natal (RN), e para o próximo quer ir a Búzios, no Rio de Janeiro. Para quem se espanta de saber que passa pelo menos dez dias do mês no sítio, que vai ao teatro, eventos e praia, ela responde: “Temos que estar atualizados, velho que fi ca alienado acaba ficando doente”. Porém, não descuida dos exames de rotina e reconhece: “O importante é ter gosto pela vida, aprender coisas novas e saber que se tem limites naturais da idade”.

 

Gostar de viver parece ser o segredo. Madalena Liess, 76 anos, e Maria das Graças Azevedo de Gusmão, 67 anos, concordam: “Temos sempre que agradecer e valorizar o que é bom”, asseguram. Elas fazem alongamento e caminhadas orientadas, e Maria das Graças também faz dança cigana no Viva Club – Maturidade e Lazer, espaço de atividades físicas e convivência para a terceira idade, e garantem que o importante é “se mexer, ter mente ativa e bom humor”. Participantes dos passeios e das atividades em grupo do Viva Club, admitem que os exames e cuidados com a saúde são muito importantes, principalmente Madalena, que tem problemas cardíacos. Sempre a postos nos grupos de amigos do WhatsApp, são unânimes em afirmar que a interação com fi lhos e netos é bem melhor porque se sentem bem, são ativas, atualizadas e cheias de energia.

 

Estímulo e conexões

 

Para o neurologista Miguel Domingos Muratore, “os idosos estão mais interessados em usufruir a vida, mantendo conexões sociais, estimulando a atividade cerebral e física”. Por sua experiência clínica, assegura que “estão mais conscientes da importância de hábitos saudáveis para a manutenção da saúde, física, mental e social”.

 

Esta tomada de atitude também é reconhecida pelo geriatra Irajá Heckmann: “O idoso está se permitindo usufruir de coisas que, às vezes, adiou por anos”, afi rma. “Hoje, tem um perfil mais interessado nos acontecimentos, acompanha a evolução da medicina, da tecnologia, e, principalmente, aceita que, para ter mais disposição, precisa ter saúde e interesse no mundo ao redor”. Ele cita a popularização de grupos e espaços de convivência como fundamentais: “A socialização é vital para o idoso”, garante. Por sua vez, a fisioterapeuta Clarissa Leães ressalta que “os idosos ajudaram a mudar o conceito de academia. Hoje, são um dos grupos mais ativos, que buscam na atividade física a resistência para realizar as tarefas cotidianas, o que traz bem-estar e independência”. 

 

  • O Instituto de Longevidade Mongeral Aegon publicou em seu blog uma pesquisa nacional realizada pelo publicitário Martin Henkel, cofundador da consultoria SeniorLab., com mais de 500 idosos que usam Facebook . As conclusões indicam que a nova terceira idade é hiperconectada: 83% acessam a internet todos os dias e ficam online por, em média, 57 minutos; 62% possuem smartphone, 44%, notebook, 36%, desktop, e 30%, tablet; 89% têm e utilizam WhatsApp; e 49% fazem compras pela rede.
  • Dicas para ser idoso ativo: manter peso adequado, alimentação saudável, tomar sol 15 minutos por dia, tratar os dentes, cuidar da audição e visão, desafiar a mente, sair da rotina, e ter convivência social
  • Exercícios: hidroginástica, caminhada diária de 20 minutos, ioga, pilates, alongamento e musculação – sempre com avaliação médica e acompanhamento de orientador físico.

 

Fonte: Revista Saúde

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