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Exercícios intelectuais e atividades que estimulam a pensar são o melhor “alimento” para o cérebro. Segundo o neurologista Miguel Muratore, do Serviço de Memória e Distúrbios da Cognição do HED, “quanto mais estimulado, o cérebro gera mais sinapses, isto é, mais neurônios estão se conectando”. E a equação é simples: quanto mais conexões, mais cérebro!

 

Isto vem a gerar o que se chama de “reserva cognitiva”, um cérebro educado para sempre aprender coisas novas, disposto a ser desafiado, com mais capacidade de memória, de raciocínio, de gerenciar informações, de permanecer vivo, mantendo longe doenças degenerativas cerebrais, como o Alzheimer.

 

Manter o cérebro alerta é fácil, não requer grandes investimentos ou muito esforço: o principal é incentivar o gosto pela vida, com disposição de aprender e compartilhar novas experiências!

  

  • Aprendizado Progressivo:

Aprender novo idioma

Adotar novo hobby

Aprender informática

Aprender ou reaprendera tocar um instrumento musical

 

 

  • Desafio corpo-movimento

Jogar golfe, tênis, pingue-pongue

Andar de bicicleta

Dançar

Pintar quadros, potes, madeira

Aprender ou reaprender a dirigir carro com câmbio manual

 

 

  • Novos modos de pensar

Escrever um poema rimado

Desenhar/colorir

Escrever suas memórias

Ler novo tipo de livro, por exemplo, biografia ao invés de ficção

Ter novos tópicos de interesse

 

 

  • Interação social

Jogar cartas

Participar de reuniões em clubes

Fazer trabalho voluntário

Ir a teatro, palestras, exposições com amigos

Frequentar aulas em escolas comunitárias

 

  • Forçar a pensar

Montar modelo de aeroplano

Fazer artesanato

Ler frequentemente

Criar nova receita de comida

Fazer palavras cruzadas ou outros jogos

Responder perguntas feitas em shows de TV

 

  • Velhas coisas – novas rotas

Ir para casa por itinerários diferentes do usual

Escovar os dentes com a mão não dominante

Comer com pauzinhos chineses

Ouvir música

Manter-se ocupado

 

 

Cinco passos para ter o cérebro saudável e uma vida plena:

 

  1. Atividades físicas regulares: fundamental para estimular a oxigenação do cérebro. Uma caminhada de 30 minutos por dia já faz toda a diferença.
  2. Convívio social: suporte afetivo, disposição para compartilhar e ter novas experiências, é um estímulo à troca e à solidariedade.
  3. Exercícios intelectuais: pequenas coisas como as sugeridas acima.
  4. Investir na saúde cardiovascular, controlar o diabetes, a hipertensão, manter alimentação balanceada, não fumar, beber moderadamente.
  5. Evitar o estresse: a prática de exercícios físicos e intelectuais reduz a tensão, gerando menos cortisol – o hormônio do estresse.

 

Fonte: Revista Saúde HED

 

Herpes zoster é uma infecção viral causada pelo vírus Varicela-zoster, o mesmo da catapora. Este vírus fica adormecido em pessoas que tiveram contato com ele em algum momento da vida e se manifesta em situações específicas, como, por exemplo, períodos de imunossupressão. É caracterizado pelo surgimento de vesículas na pele, distribuídas em faixa, localizadas principalmente no tronco e na face, em apenas um dos lados do corpo, geralmente acompanhadas de dor intensa no local. Na maioria das vezes, não apresenta risco de morte, mas pacientes com defesas baixas precisam ter mais cuidado, pois as lesões podem ser extensas e afetar órgãos nobres, como os olhos. O diagnóstico correto permite que o tratamento seja precoce, diminuindo uma das principais complicações, que é a dor neuropática pós-herpética, que, não raramente, pode ser muito incômoda para o paciente. O envelhecimento, doenças crônicas e uso de medicamentos imunossupressores são fatores de risco para o desenvolvimento de herpes zoster. Atualmente, estes grupos de risco, sempre sob orientação médica, podem diminuir o risco de ter a doença, através da vacinação, que é disponível no Brasil.

 

Odirlei Monticielo, reumatologista

 

Fonte: Revista Saúde HED

93% têm percepção negativa da saúde

Para entrevistados, demora no atendimento e erros de gestão comprometem a qualidade da assistência

 

Noventa e três por cento dos brasileiros reprovam a saúde no nosso país. A avaliação integra a segunda edição de pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o atendimento na área.

 

O sentimento chega a um extremo de descontentamento para 60%, que classificam a situação da saúde no Brasil como péssima ou ruim (atribuindo notas de 0 a 4 em uma escala em que zero significa péssima e dez significa excelente – e na qual sete seria a quantidade mínima de pontos necessários para SUS ser aprovado).

 

Cerca de dois em cada dez brasileiros expressam significativa desesperança: 24% atribuem nota zero para a situação geral da saúde no Brasil e 18% atribuem nota zero para o SUS.

 

No entanto, o sentimento é de expectativa por melhorias: para 43% dos entrevistados a saúde deve ser vista pelo governo como prioridade. Ou seja, os brasileiros ainda esperam por mudanças que aperfeiçoem o atendimento, em especial na rede pública. A educação e o combate à corrupção vem logo após no ranking das preocupações dos brasileiros.

 

Na comparação com a edição anterior, realizada em 2014, a pesquisa evidencia a postura crítica da população sobre a administração e o volume de recursos do SUS, qualidade de atendimento e estrutura, entre outros aspectos. Houve, ainda, este ano, destaque para os problemas de gestão. Para uma parcela significativa dos brasileiros, a percepção ruim sobre os serviços do SUS também decorre da ausência de medidas que assegurem o bom funcionamento da rede pública. As avaliações negativas não se restringem à atividade-fim do SUS, o atendimento. Há críticas mais abrangentes. De acordo com a pesquisa, 77% acreditam que o dinheiro destinado ao SUS é mal administrado, e 74% afirmam que o SUS não consegue atender bem a todos, em igualdade de condições.

 

Para o presidente do CFM, Carlos Vital, essa percepção sobre as finanças do setor está diretamente relacionada à má gestão dos recursos públicos na área.

 

“Levantamentos recentes elaborados pelo CFM têm denunciado a situação do financiamento e da infraestrutura da saúde no país. O último deles revelou que, entre 2003 e agosto deste ano, mais de R$ 171 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde deixaram de ser efetivamente gastos. Sem estes recursos, os brasileiros certamente serão ainda mais prejudicados”, disse Vital.

 

Cirurgia é o serviço do SUS com maior dificuldade de acesso, afirma população

 

Oitenta e três por cento dos entrevistados buscou acesso e utilizou o SUS nos últimos dois anos. O atendimento nos postos de saúde e consultas médicas foram os serviços mais procurados (por 75% dos entrevistados) e os mais utilizados pela população. Mas o acesso a cirurgias, consultas com médicos e outros profissionais, como nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos, é considerado difícil ou muito difícil. Observe no quadro ao lado que a maioria dos entrevistados apontaram as cirurgias como o serviço com maior grau de di culdade de acesso dentro do SUS. Essa foi a opinião de 63% dos entrevistados. Na sequência, aparecem consultas com médicos (59%) e consultas com outros profissionais da saúde (54%).

 

25% aguardam há mais de um ano

Este é o tempo de espera relatado por uma parcela significativa dos que esperam por atendimento no SUS

 

O tempo de espera aparece como fator determinante para a percepção dos usuários sobre o SUS. A pesquisa encomendada pelo CFM sobre a percepção do brasileiro a respeito da saúde no Brasil mostra que a agilidade no atendimento é um aspecto que impacta fortemente na satisfação da população.

 

Os respondentes que foram mais críticos em relação ao SUS foram questionados sobre os principais problemas. O tempo de espera foi o ponto mais negativo para 36% deles, seguido da falta de médicos (19%) e da falta de estrutura (15%).

 

A pesquisa do CFM mostrou ainda que cerca de três em cada dez brasileiros (ou alguém em seu domicílio) aguardam para ser atendidos no SUS, principalmente para consultas médicas, exames e cirurgias.

 

Em relação a 2014, houve aumento no tempo de espera para marcar ou ser atendido. Entre os entrevistados, 29% aguardam marcação ou realização de consulta, exame, procedimento ou cirurgia. O percentual dos que aguardam há mais de seis meses por tais serviços aumentou de 29%, em 2014, para 41%, em 2015.

 

Quando o tema pesquisado foi a avaliação geral dos serviços do SUS, 25% de seus usuários mostraram-se extremamente insatisfeitos, atribuindo notas de zero a quatro (péssimo ou ruim) para a qualidade.

 

Esses dados demonstram grau de descontentamento com a rede pública e indicam a necessidade da gestão investir na melhora dos serviços.

 

Quase 1/3 acha prontos-socorros péssimos

 

Os serviços mais mal avaliados pelos entrevistados foram o atendimento de emergência em pronto-socorro (28% o consideram péssimo ou ruim) e o atendimento nos postos de saúde (24% estão extremamente insatisfeitos). Um em cada cinco entrevistados também atribuiu notas inferiores a quatro para exames de laboratório, internações hospitalares, cirurgias e consultas com médicos.

 

Para maioria, médicos precisam de estrutura

 

A pesquisa CFM/Datafolha mostrou que a percepção da população coincide com a visão do CFM, que defende de maneira reiterada – junto da mídia, da sociedade, do Congresso e em instâncias nas quais tem representatividade – mudanças estruturais no sistema de saúde brasileiro, uma política e caz de presença do Estado, de atração e de valorização dos profissionais de saúde. O estudo mostrou que é elevada a concordância com a ideia de que os médicos precisam de estrutura para trabalhar (93%) e que merecem ser valorizados, com salário e estímulos de carreira (86%). 

 

2.069 foram entrevistados

 

Foram ouvidas 2.069 pessoas – 59% delas residentes no interior – entre os dias 10 a 12 de agosto. A presença de homens e mulheres é equivalente na amostra (48% dos entrevistados são do sexo masculino, e 52%, do sexo feminino). Entrevistados com idade superior a 16 anos responderam a um questionário estruturado que, entre outros pontos, avaliou a Saúde no Brasil, recursos e gestão, áreas que devem ser prioritárias para o governo, acesso e utilização do SUS e avaliação da qualidade dos seus serviços. Algumas questões também se detiveram sobre o tempo de espera para diferentes procedimentos e outros aspectos. A média de idade foi de 39 anos. A escolaridade predominante dos entrevistados foi o ensino médio (44%), seguido pelo ensino fundamental (37%) e superior (19%). A renda familiar mensal predominante foi de até dois salários mínimos (R$ 1.576,00), para 49% dos entrevistados.

 

Fonte: Revista Medicina | CFM | out 2015

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