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Cada vez mais, as mulheres estão decidindo por terem filhos mais tarde, próximo ou após os 30 anos. Formação acadêmica, opções profissionais, estabilidade financeira, múltiplas escolhas de estilo de vida e os próprios avanços na Medicina são fatores que contribuem para essa decisão.

 

Como lembra o ginecologista e obstetra Carlos Ely Brenner Dornelles, “com o surgimento das pílulas anticoncepcionais, no começo da década de 1960, tudo mudou. A opção pelo conhecimento universitário e pelo mercado de trabalho ampliou possibilidades de vida para as mulheres, o que, obviamente, influenciou na taxa de natalidade”.

 

Para se ter uma ideia, cita o médico que “em 1970, a taxa de fertilidade no Brasil era de 5,8 filhos/casal e a população economicamente ativa feminina de 28,8%; já em 2007, houve uma diminuição para 2,0 filhos/casal e aumentou para 43,6% a população ativa feminina. Com esta competitividade no mercado de trabalho, a mulher optou por ter filhos após os 30 anos, sendo que a média, hoje, está por volta dos 35 anos”.

 

O caso é que a dúvida abrange a questão físico X emocional. Observa o ginecologista: “Quando a maioria das mulheres iniciava sua prole por volta dos 18 anos, estava fisicamente jovem, mas emocionalmente imatura; agora, após os trinta anos, sente-se emocionalmente madura, porém com um organismo mais envelhecido”.

 

Como chegar ao consenso?

 

“Temos que considerar o envelhecimento do corpo com consequente diminuição de fertilidade, principal - mente após os 35 anos”, afirma o médico. Nessa fase, há redução de hormônios, aumento do risco de abortamentos, menor capacidade de fecundar, menor número de ovulações normais, exemplifica. Além disso, podem ocorrer no organismo certas doenças próprias da idade, como alterações da pressão arterial, doenças metabólicas, diabetes e alterações da glândula tireoide. Já pelo lado emocional, a maturidade traz mais tranquilidade e alegria pela gestação, que, na maioria dos casos nessa fase de vida, é uma escolha e uma decisão da própria mulher. Por isso reitera o médico: “Independente de qualquer idade, o principal é que haja um bom acompanhamento pré-natal. Conversar com o médico sobre todas as expectativas e receios, preparando-se física e emocionalmente para as mudanças que irão ocorrer: fazer uma atividade física, cuidar da alimentação e bem-estar, não fumar, beber socialmente, frequentar seu médico regularmente para orientações e afastar doenças intercorrentes. Os cuidados pré e pós gestação são necessários para se obter uma gravidez e um bebê saudáveis.” 

 

Fonte: Revista Saúde - março2016

AVC significa Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame. “Existem dois grandes grupos de AVCs: os isquêmicos, que correspondem a aproximadamente 85% dos casos, e os hemorrágicos”. A explicação do neurocirurgião Carlos Eduardo da Silva já indica que requerem muita atenção. “Os hemorrágicos possuem múltiplas origens; crises hipertensivas e rupturas aneurismáticas estão entre as causas mais graves de AVCs, com maior mortalidade, e seu tratamento requer rápida investigação diagnóstica com equipe neurocirúrgica habilitada para o efetivo manejo”, esclarece.

 

O AVC isquêmico é o mais comum, sendo um sério problema de saúde pública. Dados recentes estimam que a incidência atual é de 16 milhões de casos novos a cada ano no mundo, sendo que, destes, seis milhões morrem. Os índices de sequelas e incapacidades são igualmente elevados. No Brasil, acima de 60 mil mortes/ano são decorrentes dele.

 

Vida saudável é a melhor prevenção

 

O médico informa que “na maioria dos casos de AVC isquêmico, as doenças de base mal controladas, tais como diabetes, hipertensão arterial, obesidade, tabagismo e sedentarismo, estão intimamente relacionadas ao processo que leva ao Acidente Vascular Cerebral como um desfecho final. Portanto, um estilo de vida saudável e revisões médicas periódicas são as melhores e mais eficazes medidas de prevenção”.

 

Sintomas e recomendações

 

O AVC tende a acometer pessoas após os 55 anos de idade, e os sintomas mais frequentes são fraqueza de um lado do corpo, alteração visual ou de fala e alteração da sensibilidade. “Dor de cabeça muito intensa e súbita pode estar relacionada ao AVC hemorrágico”, afirma o neurocirurgião.

 

Por isso, fique atento: “No caso de qualquer um destes sintomas, a recomendação atual é que se acione imediatamente um serviço médico de transporte especializado, da rede pública ou privada, para o deslocamento imediato do paciente para uma unidade de tratamento do AVC agudo. Se este atendimento for realizado em um prazo curto desdeo início dos sintomas, idealmente entre três e seis horas, os métodos modernos de revascularização através de medicações e intervenções podem minimizar e até mesmo reverter um acidente vascular cerebral em curso”, conclui o médico.

 

Fonte: Revista Saúde - março2016

 

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