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A constipação intestinal é um problema que costuma estar presente no cotidiano de muitas gestantes. Entenda os fatores atrelados a essa disfunção.

 

Durante a gravidez, surge uma série de novidades aparentes no corpo feminino e muitas delas podem causar alguns incômodos que necessitam de cuidados e assistência médica. Entre essas disfunções, uma das principais relatadas por mulheres grávidas é a prisão de ventre ou a sua intensificação em quem já enfrentava o problema anteriormente.

 

A constipação pode ser definida como a eliminação de fezes endurecidas, com esforço, dor ou dificuldade, associada ou não a aumento do intervalo entre as evacuações, escape fecal e sangramento em torno das fezes.

 

Há duas razões naturais que costumam contribuir com as dificuldades de as gestantes irem ao banheiro. A primeira delas é o aumento de alguns hormônios, tais como a progesterona, que interfere no funcionamento do intestino e diminui o seu movimento peristáltico. A segunda, entretanto, está ligada ao aumento do tamanho do útero que, com o crescimento gradativo do feto no ventre materno, contribui para a redução da motilidade do intestino e do cólon, principalmente nos últimos meses de gravidez.

 

Além disso, a prisão de ventre pode estar atrelada à suplementação de ferro na gestação. Esse mineral é essencial para o crescimento do bebê e para evitar os riscos de anemia. Porém, se for consumido em excesso, pode interferir na digestão e ser um agravante ao problema', Diversos fatores externos, como rotina e alimentação durante a gravidez, estão relacionados a esta questão.

 

A recomendação preconizada do consumo de fibras para a população brasileira, em adultos saudáveis, é de 25 a 30 gramas por dia. Já na gravidez, a recomendação é de 28 gramas por dia, sendo esse componente um dos principais indicados para a normalização dos processos digestivos. Considerando a importância do consumo de água, as fezes se tornam mais macias e volumosas na gestação, o que torna esse hábito uma medida preventiva para o transtorno.

 

Em relação a atividades físicas, nos Estados Unidos, as recomendações atuais aconselham a prática de, pelo menos, 2,5 horas por semana de atividade física aeróbica de intensidade moderada durante a gravidez e após o parto. Apesar de diversos estudos comprovarem que a prática de exercícios físicos é capaz de promover melhorias na motilidade gastrointestinal, não há pesquisas que relacionam o aumento da constipação ou qualquer outro sintoma com o sedentarismo na gravidez.

 

Ainda assim, dependendo das circunstâncias, há médicos que recomendam atividades físicas em nível moderado a mulheres grávidas, pois tal hábito, além de ajudar no controle do peso, diminui a probabilidade de transtornos durante o trabalho de parto, fornece mais rapidez na recuperação pós-parto e melhora as condições de irrigação da placenta.

 

É importante ressaltar que a constipação não é uma doença, mas, sim, um conjunto de sintomas gerado por causas, tanto naturais como externas. No caso de uma gestação, a possibilidade de prisão de ventre costuma ser maior, conforme foi exposto anteriormente. Contudo, há casos de irregularidades presentes no intestino das gestantes que podem ocasionar diarreias, pois cada mulher tem um metabolismo e uma rotina específica.

 

No intuito de realizar um tratamento para amenizar esse problema, é importante que as gestantes estejam dispostas a fazer ajustes em relação aos hábitos e ao uso de medicamentos. Para ambas iniciativas, é imprescindível que sejam feitas com acompanhamento médico.

 

Os hormônios sexuais e as células gastrointestinais

 

A constipação ou a intensificação ocorre devido ao elevado nível de progesterona gerado pela evolução da gestação. Verificou-se que o hormônio sexual feminino possui efeito inibitório sobre a motilina, conhecida por estimular a musculatura lisa e os movimentos gastrointestinais. Dessa forma, com a mobilidade do intestino reduzida, os processos de digestão funcionam de modo irregular.

 

Hábitos que impactam diretamente na digestão ao longo da gravidez

 

  • Posicionamento no leito;
  • Baixa ingestão de alimentos ricos em fibras;
  • Consumo reduzido de água;
  • Sedentarismo.

 

A constipação na gravidez em números

 

Com frequência, mulheres grávidas se queixam de distensão abdominal e constipação. Especificamente, em relação à constipação, a prevalência pode chegar perto de 40% em casa trimestre da gravidez e em até 12 semanas após o parto, sendo essa taxa maior que os 7% observados em mulheres não grávidas a mesma faixa etária.

 

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