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Silenciosas e assintomáticas, as hepatites virais são doenças infecciosas, contagiosas, que afetam o fígado e podem se tornar crônicas. esta entrevista, a gastroenterologista e hepatologista Luciana Ferrugem Cardoso esclarece sobre as causas, consequências, tratamentos e a importância da prevenção contra as hepatites vireis, que já atingem mais de 185 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

P - Quais são as causas e consequências das hepatites virais?

 

R - As mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, e apenas as hepatites B e C tornam-se crônicas. É uma das maiores causas de transplante de fígado, com destaque para a hepatite C, que hoje afeta mais de 185 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

P - Qual é o risco da hepatite C?

 

A hepatite C vira crônica em 80% dos casos"-'O grande risco da hepatite C é sua evolução silenciosa, pois não causa sintomas, mesmo quando o fígado já está bastante afetado pela doença. Alguns casos podem evoluir para cirrose ou para o câncer de fígado e, nas fases avançadas, podem levar a óbito.

 

P - Hábitos de vida têm influência no contágio?

 

Com certeza. A hepatite A é transmitida por contato humano ou por água e alimentos contaminados. Já as hepatites B e C são transmitidas por sangue contaminado ou contato sexual, podendo ocorrer a infecção pelo compartilhamento de seringas, contato com materiais biológicos sem esterilização adequada (como fazer tatuagens, ir ao dentista e manicure), ou transfusão de sangue.

 

P - Como tratar?

 

A hepatite A não tem tratamento específico, geralmente cura sozinha, como uma virose qualquer. A hepatite B não tem sintomas e, na maioria dos casos, tem cura espontânea, mas uma parte dos pacientes pode evoluir para falência hepática aguda (1 %), e cerca de 5 a 10% permanecem com o vírus por mais de seis meses, evoluindo para a forma crônica da doença. A hepatite C crônica tem tratamento altamente efetivo, com novos medicamentos via oral que curam a maior parte dos pacientes.

 

P - E como podemos nos prevenir?

 

R - Mantendo boa higiene pessoal, beber somente água filtrada ou fervida, higienizar mãos e alimentos, usar preservativos nas relações sexuais, utilizar somente agulhas e seringas descartáveis, e evitar compartilhar objetos perfurocortantes.

SOBRE a MÉDICA

Possui graduação em Medicina pela Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (1993) e especialização profissional em...

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