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As alergias são cada vez mais comuns e durante a infância podem interferir inclusive no desenvolvimento e no crescimento das crianças. Algumas medidas podem ser úteis e eficazes para prevenir as alergias alimentares.

 

As alergias podem ocorrer por vários motivos, e é cada vez mais comum elas terem origens alimentares. Conforme relata a nutricionista infantil Kamila Castro Grokoski, a alergia alimentar ou hipersensibilidade alimentar é resultante de uma resposta imune exacerbada quando da exposição de um indivíduo a determinados alimentos/substâncias. Atualmente, estima-se uma prevalência de 0,3 a 38% de crianças até 5 anos com algum tipo de alergia alimentar e estes números vem aumentando, tornando-se uma preocupação a nível de saúde pública. Existem dois níveis de sensibilização para a ocorrência dessas alergias: primário (mediado pela imunoglobulina E) e secundário (infecção aguda do trato gastrointestinal e absorção excessiva de macromoléculas).

 

As alergias na infância podem ter interferência no crescimento adequado e desenvolvimento, além de consequências gastrointestinais. Os antígenos alimentares de maior potencial sensibilizante, comumente, são: amendoim, soja, ovos, frutos do mar, frutos oleaginosos, leite e outros.

 

O mecanismo da alergia alimentar inicia-se na barreira da mucosa intestinal quando esta, por imaturidade, ou quando agredida, sofre alguma alteração. A mucosa conta com mecanismos de defesa imunológicos como folículos linfoides, plasmócitos, linfonodos mesentéricos, linfócitos intraepiteliais.

 

O diagnóstico é formado pelo estado de saúde geral da criança, o seu histórico alimentar, bem como as informações provenientes dos pais para o fechamento de um diagnóstico, além de exames.

 

Algumas medidas podem ser úteis e eficazes para prevenir as alergias alimentares, entre elas, o aleitamento materno exclusivo no primeiro semestre de vida e avaliar a introdução tardia de potenciais alergênicos.

 

Segundo o International Study of Asthma and Allergies (lSAAC), quando um dos pais tem uma alergia, o risco de o filho também ter é quatro vezes maior. Se o casal tiver o problema, o risco para a criança passa a ser sete vezes maior. Mas isso não quer dizer que ele terá alguma crise logo nos primeiros meses de vida. Normalmente, os primeiros acessos de alerqia ocorrem antes dos dez anos, mas podem aparecer até na fase adulta. Veja algumas dicas de hábitos capazes de retardar ou até evitar o desenvolvimento de quadros alérgicos.

 

  • Amamentação até os seis meses: Essa recomendação é unânime entre os especialistas: a amamentação fornece anticorpos e nutrientes  que aumentam a proteção do bebê contra as alergias. Leite de vaca ou qualquer outro alimento não tem tantos benefícios assim. Mas não se engane: é comum parecer que o bebê tem mais refluxo quando amamentado e a mãe pode achar que isso é sinal de alergia ou intolerância.
  • De olho na pele: Em boa parte das crianças com até cinco anos de idade, a dermatite atópica (alergia na pele) é o primeiro sintoma de alergia. Se o seu filho tem predisposição genética, vale ter o cuidado dobrado de comprar xampus, sabonetes e outros cosméticos neutros e hipoalérgicos, para não deixar a pele irritada e mais sensível. Meninas que brincam com maquiagem precisam usar produtos feitos especialmente para crianças, de preferência com aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
  • Quarto hipoalérqico: Para evitar rinite alérgica, elimine os focos de mofo e os objetos que acumulam ácaro, poeira e outros alérgenos, como cortinas de tecido, almofadas, tapetes peludos e bichos de pelúcia. Segundo os especialistas, se esses itens estiverem presentes no quarto, é preciso manter o cuidado de limpá-los sempre e deixá-los no sol algumas vezes. As janelas precisam ser abertas todos os dias a fim de deixar o ambiente ventilado. Para evitar irritações na mucosa nasal por causa do cheiro forte de produtos de limpeza, mantenha a criança fora do quarto até uma hora após a limpeza.
  • Natação: A natação é uma ótima atividade para fortalecer os músculos e aumentar a resistência do sistema respiratório e cardiovascular, ajudando a prevenir asma e outras alergias respiratórias. Se nadar não for o hábito predileto do seu filho, incentive outra atividade física que ele goste - todo exercício traz benefícios ao aparelho cardiorrespiratório da criança.
  • Estresse: Tanto a rotina estressante quanto episódios trágicos que possam causar muita tristeza na criança podem deixar o corpo mais vulnerável a alergias. A criança pode desencadear um quadro alérgico, por exemplo, depois da separação dos pais. Procure conversar sempre com seu filho e prestar atenção no seu comportamento. Se achar necessário, busque a ajuda de um psicólogo.

SOBRE a MÉDICA

Possui graduação em Medicina pela Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (1993) e especialização profissional em...

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