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Ao lado de toda a expectativa que cerca o nascimento de um bebê, há sempre na mente das mulheres,o pensamento de como ficará seu corpo após o parto e uma das preocupações é a cicatriz da cesariana, quer essa cirurgia esteja ou não planejada previamente.

 

Muitas dessas mamães nunca se submeteram a nenhuma intervenção cirúrgica e a maneira com que seu organismo irá reagir pode parecer uma incógnita. Mas, a maioria das chances é de que a cicatriz fique ótima, especialmente após 12 meses do parto, pois hoje em dia os médicos têm como uma de suas prioridades o resultado estético da cirurgia.

 

Claro que a cesariana marcada com calma e antecedência, com o anestesista já a postos e toda a equipe de prontidão, tem ainda mais probabilidade de se desenrolar perfeitamente, com o cirurgião desenhando calmamente a incisão bem baixa, à prova de qualquer biquíni, pois nessa circunstância, não haveria necessidade de retirar o bebê apressadamente, e a estética ficaria naturalmente em segundo plano. Mas, mesmo em circunstâncias de cirurgia não eletiva, após algumas horas de trabalho de parto, ou com o bebê prestes a vir ao mundo, um cirurgião experiente poderá fazer um belo trabalho, considerando a vulnerabilidade feminina quando o assunto é beleza.

 

Os pontos feitos com fio fino e delicado, na maior parte dos casos, passam por dentro da pele, o que chamamos sutura intradérrnica. Para retirá-los, cerca de uma semana ou 15 dias depois, o obstetra apenas puxará uma das pontas.

 

Algumas dessas cicatrizes poderão momentaneamente parecer consistentes e altas, como um cordão.

 

Algumas mulheres são propensas às cicatrizes alargadas, duras, altas, um tanto exageradas em espessura e consistência. E isso não é culpa do obstetra, mas depende de fatores individuais e constitucionais.

 

São os chamado queloides, uma maneira de o organismo supervalorizar o fechamento da ferida cirúrgica, produzindo excesso de fibras colágena e elásticas.

 

Também pode ocorrer alguma infecção em um ponto localizado da cicatriz, com formação de abscesso, necessidade de manutenção de dreno por alguns dias e aí podemos nos deparar com cicatriz mais larga e inesperada, mas que também pode ser igualmente tratada com sucesso.

 

Recursos que antigamente eram usados, tais como betaterapia (um tipo de radioterapia) ou retoque da cirurgia, com plástica na região, já não são mais necessários, pois os medicamentos usados localmente são eficientes e não demandam quase nenhum sacrifício.

 

Proteger a pele do sol ao frequentar praias ou piscinas, com filtro solar de pelo menos FPS 15, é altamente recomendado, não só para as moças claras, mas também, nas morenas, mulatas e orientais, que podem desenvolver pigmentação escura na cicatriz se esta for exposta precocemente ao sol.

 

Fonte: Revista Libbs

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Possui graduação em Medicina pela Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (1993) e especialização profissional em...

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