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O Journal of Alzheimer’s Disease publicou, em sua versão eletrônica de março, um estudo que avaliou a relação do gasto calórico como marcador de atividade física com a medida preditiva de volume da massa cinzenta em idosos (≥65 anos) com função cognitiva normal e comprometida. Os pesquisadores levaram em conta que os exercícios podem ter função neuroprotetora, reduzindo o risco de declínio cognitivo e de doença de Alzheimer, além de entenderem que o gasto calórico reflete o somatório de vários tipos de exercício físico que uma pessoa realiza.

 

No total, foram analisados dados de 876 indivíduos, durante cinco anos, todos eles participantes do Estudo de Saúde Cardiovascular – um ensaio longitudinal, de base populacional, de doença coronariana e acidente vascular cerebral em pessoas com idade ≥65 anos. O trabalho publicado avaliou o gasto energético semanal por meio das informações fornecidas pelos participantes sobre suas atividades físicas cotidianas (caminhada, tênis, dança, etc.), a função cognitiva desses sujeitos e as imagens cerebrais obtidas por ressonância magnética volumétrica.

 

Os resultados mostraram que, após excluir fatores de confusão, o maior gasto energético proveniente dos vários tipos de exercícios associou-se com volumes mais elevados de substância cinzenta nos lobos frontal, temporal e parietal, bem como no hipocampo, no tálamo e nos gânglios basais. Essa relação foi independente do status cognitivo. Os altos níveis de gasto calórico também abrandaram a perda de volume associada com neurodegeneração na região do pré-cúneo, do córtex cingulado posterior e do vérmis cerebelar.

 

De fato, o sedentarismo pode contribuir para o risco de demência e doença de Alzheimer por sua associação com o aumento dos fatores de risco metabó- licos e cardiovasculares, como diabetes, hipertensão e obesidade, e por seus efeitos diretos sobre os processos neurobiológicos, acentuando a inflamação e diminuindo a neurogênese, a plasticidade sináptica, a produção de neurotrofina e a angiogênese. Assim, os resultados do estudo reforçaram a importância do gasto calórico, independentemente do tipo ou da duração do exercício, para prevenir a degeneração neurológica e mesmo incrementar a substância cinzenta em estruturas cerebrais relevantes para o funcionamento cognitivo.

 

Fonte: Revista Médica Fleury

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